DUNAS
(GNR)

(Sol Mi- Dó Ré)

Dunas...são como divãs
Biombos indiscretos de alcatrão sujos
Rasgados por cactos e hortelãs.

Deitados nas dunas... alheios a tudo
Olhos penetrantes,
Pensamentos lavados.

Bebemos dos lábios, refrescos gelados
Selamos segredos, saltamos rochedos
Em câmara lenta como na TV
Palavras a mais, na idade dos porquês.

Dunas... são como divãs
Quem nos visse deitados, cabelos molhados
Bastante enrolados, sacos-cama salgados

Nas dunas...roendo maças
A ver garrafas de óleo, boiando vazias
Nas ondas da manhã.