- Resumo
- Introdução
-Os Buracos Negros
- O que são
- Como se formam
- Que tamanho podem ter
- Como sabemos que existem
- O que muda perto de um Buraco Negro
- Conclusão
-
Bibliografia
O que são, como se
formam, porque se formam e quais as suas características, são
as respostas a estas perguntas sobre Buraco Negros, que de seguida vou
apresentar.
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O Universo, em toda
a sua imensidão, tem ainda muito segredos por desvendar. O homem,
aos poucos, começa a entender melhor o fenómeno dos Buracos
Negros.
Um dos mais intrigantes
é a maneira como o tempo se comporta num Buraco Negro. Alguns cientistas
especulam que pode estar aí a solução para as viagens
no tempo. Mas não é só o tempo que se altera nas proximidades
de um Buraco Negro.
Primeiro, vou começar
por explicar o que é um Buraco Negro, e quais são as suas
principais componentes. Vamos ver o que é o horizonte de acontecimentos,
e como ele é fundamental para o Buraco Negro ser “realmente” um
Buraco Negro. A singularidade é outro sítio interessante
de um Buraco Negro. Para melhor a explicar, estão a fazer-se avanços
na física quântica devido às suas estranhas características.
Aliás, há quem defenda que o todo o Universo é um
Buraco Negro.
Depois vou mostrar
como se forma um Buraco Negro. Quais as fases por que passa, as estrelas
que se transformam e as que não e o porquê de não se
transformarem.
Os dois temas acima
descritos são a parte mais importante deste relatório. Mas,
vou ainda falar das provas que temos sobre a existência dos Buracos
Negros, qual o tamanho que podem ter e como o tempo se comporta perto de
um Buraco Negro.
Um Buraco Negro, numa
maneira muito simplista, é uma região do espaço onde
há tanta massa concentrada que é impossível a qualquer
corpo fugir à sua força gravitacional. Como até agora
o melhor conhecimento sobre gravidade que temos, é a teoria da relatividade
de Einstein, vamos tentar perceber melhor alguns resultados dessa teoria.
Vamos supor que estamos
de cima de um planeta qualquer (por exemplo, a Terra para não irmos
muito longe). Agora, agarramos numa pedra e atiramo-la para o ar. O que
vai acontecer é que devido à força gravitacional do
planeta, a pedra vai perder velocidade até que volta a cair no chão.
Mas, se conseguirmos atirar a pedra com força suficiente, ele venceria
a força gravitacional e continuaria a subir eternamente. À
força que é preciso aplicar à pedra para escapar à
gravidade do planeta chama-se velocidade de escape. Na Terra, a velocidade
de escape é de 11.2 Km por segundo enquanto na lua é de apenas
2.4 Km por segundo.
Agora imagine um objecto
com uma concentração de massa tão grande, que a velocidade
de escape é maior do que a velocidade da luz. Como nada é
mais rápido do que a luz, nada consegue escapar ao campo gravitacional
do objecto.
A ideia de uma concentração
de massa tão grande, que nem um raio de luz lhe conseguiria escapar,
já vem de Laplace no século XVIII. Quase imediatamente depois
de Einstein ter desenvolvido a teoria geral da relatividade, Karl Schwarzschild
descobriu uma solução matemática para as equações
da teoria que descreviam tal objecto. Só muito mais tarde, com o
trabalho de pessoas com o Oppenheimer, Volkoff e Snyder nos anos 30 as
pessoas pensaram seriamente sobre a possibilidade de esses objectos existirem
realmente no Universo. Estes cientistas mostraram que quando uma estrela
suficientemente massiva fica sem combustível, não consegue
suportar-se contra a sua própria força gravitacional e acaba
por transformar-se num Buraco Negro. Mais à frente explicarei este
mecanismo com mais detalhe.
Na relatividade geral,
a gravidade é uma manifestação da curvartura do espaço
e do tempo. Objectos com uma grande concentração de massa
distorcem o espaço e o tempo de maneira a que as regras normais
de geometria deixam de se aplicar. Perto de um Buraco Negro, esta distorção
do espaço é extremamente severa e leva a que os Buracos Negros
tenham algumas propriedades muito estranhas. Em particular, os Buracos
Negros têm algo chamado “horizonte de acontecimentos” (vou apenas
chamar-lhe horizonte). O horizonte é uma superfície esférica
que marca a fronteira do Buraco Negro. Podes passar para lá do horizonte,
mas já nunca poderás sair. Podemos pensar no horizonte como
o local onde a velocidade de escape iguala a velocidade da luz. O horizonte
tem algumas propriedades geométricas muito estranhas. Para um observador
que esteja bem afastado do Buraco Negro, o horizonte parece uma superfície
esférica, estática e imóvel. Mas quando nos aproximamos
compreendemos que ele tem uma velocidade muito grande. Na verdade, ele
está a mover-se para fora à velocidade da luz! Isto explica
porque é fácil atravessar o horizonte em direcção
ao Buraco Negro, mas impossível sair. Visto que o horizonte se está
a mover para fora à velocidade da luz, de maneira a sair do Buraco
Negro, teríamos de viajar mais rápido do que a luz (o que
não é possível).
(Na figura abaixo podemos ver os
vários componentes de um Buraco Negro.)
Isto pode parecer um
bocado estranho, mas não se preocupem: é estranho. O horizonte
está de certa forma parado, mas noutro sentido está a afastar-se
à velocidade da luz. Podemos ver isto como uma pessoa que corre
num tapete rolante para fazer exercício. Ela tem de correr para
se manter no mesmo sítio. Imaginem que o tapete se move à
velocidade da luz. A pessoa para não ser arrastada pelo tapete,
teria de correr à velocidade da luz!!!
Outro aspecto interessante
num Buraco Negro é o seu centro. O centro de um Buraco Negro é
uma singularidade. Uma singularidade tem um volume minúsculo, mas
uma densidade muito grande. Na singularidade o espaço deixa de existir
e os termos passado, presente e futuro deixam de ter sentido. O tempo deixa
pura e simplesmente de existir. Como isto vai contra alguns fundamentos
da física convencional, começaram a fazer-se desenvolvimentos
no campo da física quântica.
Há uma teoria
(John Gribbin em “O Nascimento do Universo”) que diz que o Universo é
ele mesmo um enorme Buraco Negro. Porém, é um Buraco Negro
com algumas diferenças. O Universo ainda se encontra em expansão,
mas um dia quando parar de se expandir e começar a encolher em direcção
a uma singularidade, terá o comportamento de um Buraco Negro. Eu
não vou dizer que não é no verdadeiro sentido da palavra
porque ele faz questão de referir várias vezes no seu livro
que o Universo é um Buraco Negro. Proponho-vos a leitura do livro
para um melhor entendimento quer dos Buracos Negros, quer do Universo.
Agora vamos supor que
decidimos ir ter com um Buraco Negro. Por exemplo um Buraco Negro com uma
massa um milhão de vez superior à do sol. Arranjamos uma
nave e metemo-nos em viagem. Quando estamos a uma distância do centro
do Buraco Negro de 10 vezes o seu raio, decidimos desligar os motores.
Demoraríamos cerca de 8 minutos a chegar ao horizonte do Buraco
Negro e assim que passássemos o horizonte, 7 segundos depois chegaríamos
ao centro do Buraco Negro. Quando passamos o horizonte, podemos olhar para
fora e continuar a ver tudo como dantes, pois a luz continua a alcançar-nos.
À medida que nos aproximamos do centro do Buraco Negro (singularidade),
as forças gravitacionais ficam cada vez mais intensas. Assim, os
nossos pés, que estão mais perto do centro, seriam puxados
com mais força do que a nossa cabeça. Passado pouco tempo
teríamos sido desfeitos aos bocados. Logo, não é boa
ideia ir para dentro de um Buraco Negro.
Os Buracos Negros continuam a ter
muitos mistérios por revelar. Mas, não há dúvida
quanto à sua existência. Cabe ao homem e à ciência,
aprofundar o seu conhecimento para um dia mais tarde saber como tirar partido
dos mesmos. Saber se eles existem não basta. Há que tentar
compreender a sua existência e tentar explicar os grandes mistérios
por revelar do Universo.
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.Gribbin, John O Nascimento do Universo, Círculo de Leitores, 1997
.Black Spots of the Universe
http://www.uncg.edu/~aavolkov/bh/index.htm
.Black Holes FAQ
http://physics7.berkeley.edu/BHfaq.html
.Black Holes Pictures
http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/lib/black_holes.html
Última actualização: 30/6/1998