DESENHO

Interpretação e Valorização do sítio pelo projeto

As escavações arqueológicas de Conimbriga iniciaram-se faz já mais de cem anos. Sucessivamente foram sendo postas a descoberto várias estruturas que levaram a várias interpretações do sí􏰀o. A construção do Museu Monográfico de Conimbriga marcou um momento importante da sua consolidação e tornou possível a acumulação, inventariação e conservação dos achados, assim como a sua exibição.
Apesar dos sucessivos inves􏰀mentos realizados, várias questões se levantam hoje a Conimbriga, tais como o seu divórcio de Condeixa-a-Velha impedindo uma clara percepção do conjunto - basta recordar a importância que os ves􏰁gios do anfiteatro têm ‐, o isolamento do sí􏰀o em relação a outros que o valorizam altamente como Alcabideque e o aqueduto de abastecimento de águas a Conimbriga, o Rabaçal e a paisagem mediterrânica do olival, da vinha, dos rebanhos de ovelhas e da seara, o caminho de saída para poente e respec􏰀va ponte, a actual entrada que destruiu em parte a muralha augustana e dificulta a compreensão da via imperial no acesso sul ao local, entre outras.
O exercício centra-se precisamente nesse conjunto de questões, testando hipóteses e estruturando soluções.
De um ponto de vista pedagógico o exercício é pensado como aquisição de consciência crí􏰀ca sobre os processos de interpretação arquitectónica do sí􏰀o arqueológico. O exercício de recons􏰀tuição arqueológica é, por excelência, o exercício da interpretação, mas contrariamente a outros exercícios arquitectónicos, o exercício de interpretação arqueológico parte obrigatoriamente de um processo de conhecimento prévio sobre os dados em que trabalha - quer isto dizer que o exercício de recons􏰀tuição arqueológica obriga ao estudo de um conjunto de obras tomadas como modelos culturais dos fragmentos de que se procura recons􏰀tuição e sen􏰀do.



Aluno

André Gomes


Cadeira

Projeto V

Ano Letivo

2014-2015


Docentes

Paulo Providência