Aluno
Gilberto
Cadeira
Projeto V
Ano Letivo
2014-2015
Docentes
Paulo Providência

As escavações arqueológicas de Conimbriga iniciaram-se faz já mais de cem anos. Sucessivamente foram sendo postas a descoberto várias estruturas que levaram a várias interpretações do sío. A construção do Museu Monográfico de Conimbriga marcou um momento importante da sua consolidação e tornou possível a acumulação, inventariação e conservação dos achados, assim como a sua exibição.
Apesar dos sucessivos invesmentos realizados, várias questões se levantam hoje a Conimbriga, tais como o seu divórcio de Condeixa-a-Velha impedindo uma clara percepção do conjunto - basta recordar a importância que os vesgios do anfiteatro têm ‐, o isolamento do sío em relação a outros que o valorizam altamente como Alcabideque e o aqueduto de abastecimento de águas a Conimbriga, o Rabaçal e a paisagem mediterrânica do olival, da vinha, dos rebanhos de ovelhas e da seara, o caminho de saída para poente e respecva ponte, a actual entrada que destruiu em parte a muralha augustana e dificulta a compreensão da via imperial no acesso sul ao local, entre outras.
O exercício centra-se precisamente nesse conjunto de questões, testando hipóteses e estruturando soluções.
De um ponto de vista pedagógico o exercício é pensado como aquisição de consciência críca sobre os processos de interpretação arquitectónica do sío arqueológico. O exercício de reconstuição arqueológica é, por excelência, o exercício da interpretação, mas contrariamente a outros exercícios arquitectónicos, o exercício de interpretação arqueológico parte obrigatoriamente de um processo de conhecimento prévio sobre os dados em que trabalha - quer isto dizer que o exercício de reconstuição arqueológica obriga ao estudo de um conjunto de obras tomadas como modelos culturais dos fragmentos de que se procura reconstuição e sendo.

